domingo, 12 de outubro de 2014

De duas uma

Será que alguma das duas lhe interessaram?


"Eu os olhava. Eles me olhavam. Eu os tocava. Eles sentiam. Eles não deveriam existir. Eu não deveria saber. Eu não deveria ser...".
Na minha mão eu decido quem vive e quem morre. No meu coração desespero pelo que sou. Na minha vida um disfarce. Afinal, uma Devoradora de Almas não deveria existir. Eu não deveria ser se sou como sou. Uma alma que quer curar só tem o poder de matar.
- Alexandra



Ou


            Até que ponto você iria para salvar a sua família? Até que ponto você iria desistir de você por eles? Vocês morreriam? Vocês sumiriam? Vocês virariam outra pessoa?
           Eu não sou uma criança, mas não sou uma adulta. Não tenho experiência no amor, na vida, muito menos na dor. Eu sempre tive amor da minha família, mas nunca sofri. Um dia ocorreu. Eu fui a uma balada. Tenho 17, fui curtir me divertir, sabe? Tirar o stress do vestibular das minhas costas. Não que eu seja a filha perfeita, sou uma garota comum, que estuda, tem amigos, mas... A questão é por quanto tempo. Eu amo minha vida. Meus dois irmãos e minha irmã recém-nascida. Minha família tem suas brigas, como qualquer outra.           Agora, eu fiz uma burrada.
          Não sei lutar. Não tenho um bom porte físico, tenho problema asmático, mas levo uma boa vida... Até aquela noite. Até que eu tentei matar ele. Até que eu fui considerada uma fugitiva... Não pelas nossas leis... Mas pelas leis dele. Até que descobri sobre minha família. 

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